Quais palavras os brasileiros mais digitam no Google? Confira uma Nuvem de Tags à brasileira

(Atualizado em 23 /09/08)

Realizei uma compilação das palavras mais buscadas por brasileiros no Google. Utilizei como base o Google Insights entre os anos de 2004 e 2008. Puxei os dados de diversos segmentos disponíveis.

Depois, fui aumentando as palavras conforme apareciam mais de uma vez nos relatórios de cada categoria. As mais buscadas ficaram em azul. Comecei a pintar de vermelho as palavras digitadas incorretamente (sem acento, por exemplo).

Colori de rosa as expressões (mais de uma palavra) que foram surgindo. Optei por usar o verde nas repetições entre categorias.

Apresento o resultado abaixo. Deu trabalho, mas valeu a pena.

A partir deste material, podemos levantar algumas suspeitas sobre o comportamentos dos usuários quando o assunto é “busca”.

A suspeita mais flagrante? A de que as pessoas não sabem buscar o que desejam. Ou têm preguiça mesmo. Pouco correlacionam os termos. Usam o Google até mesmo para buscar o próprio Google.

Para evitar digitar o www-site-ponto-com, como http://www.orkut.com, preferem jogar a palavra “Orkut” no Google, esperar vir o resultado, clicar na ocorrência certa e então entrar no Orkut.

Vejam lá. Concordam?

Nuvem de Tags à brasileira:

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Web semântica e as narrativas visuais interativas – Parte II

A habilidade de narrar visualmente com contexto e com diálogo gera um segundo conjunto de capacidades que também temos que absorver nesse mundo 2.0: dar rótulos, classificar e categorizar a informação. Formalmente, entramos no terreno das taxonomias e do “taggeamento” cujo exercício é peça-chave para o futuro da web semântica.

Alem de narrar visualmente, a informação na web cada vez mais será buscada e disponibilizada na forma de mapas visuais de informação. A idéia é criar um ambiente informativo no qual o usuário, ao realizar uma busca na rede, se vê diante de uma imagem e a partir dela consiga avaliar os nichos que concentram mais ou menos interesse e correlação com as palavras-chave digitadas.

Tirando pela média das ferramentas existentes isso é possível desde que o conteúdo armazenado num determinado website tenha um eficiente processo de definição de tags, que realmente expressem o sentido e o significado de seu conjunto. Hoje, é só por meio de um bom processo de taggeamento, uma boa indicação de palavras-chave que é possível gerar um mapa visual do resultado da busca.

Nessa história entram variáveis humanas e as restrições decorrentes: a construção de tags é um processo que ainda hoje é individual, fora da tal cultura linear e sem correlações; o usuário, ao buscar por palavras-chave numa ferramenta que resulta num mapa, também tem um processo individual de definição dos termos.

Para exemplificar, vejam ao lado uma busca que fiz com os termos “semantic web” na ferramenta Grokker, que tem algumas limitações pois busca apenas no Yahoo!, Wikipedia e Amazon Books.

Na ferramenta Kartoo, que varre toda a web, mas ainda gera resultados com ícones recorrentes à cultura linear, a mesma busca resultou no seguinte mapa:    

E no próprio Google, que não possui ferramenta visual, mas se apresenta como precursor e investidor num projeto de web semântica, a busca sai linear, mas com uma certa lógica aos nossos olhos:

Diante dos retornos, surgem pontos para pensar: a compreensão dos resultados visuais; a satisfação do usuário com os resultados de uma busca; o uso correto de palavras-chave, e por aí vai.

Novamente a pergunta, estamos preparados para indicar boas tags?
(Beth Saad)