Fugindo do “data porn”

Gustavo Faleiros e Chriss Cross.

Gustavo Faleiros (coordenador de projetos d’ O Eco, como o infoamazonia.org) e Chris Cross (designer de interação do The Guardian) partilharam ontem na Editora Abril suas experiências com geo-jornalismo e data viz. Para mim que lá estava, foi um alívio observar a importância que ambos conferem às narrativas jornalísticas. A fala dos dois deixou claro o seguinte: debaixo dos mapas, os dados; acima dele, a camada das histórias (com latitude e longitude bem marcadas). Sem histórias, o que nos resta? Dados amontoados e imagens com pouca provocação (apesar de lindíssimas). É o que Paul Bradshaw (@paulbradshaw) chamaria de data porn: “where journalists look for big, attention grabbing numbers or produce visualisations of data that add no value to the story”. Eu completaria: dados e visualizações que contam história alguma.

História das Coisas, documentário online

Prestem atenção no formato deste documentário online. Vídeo, apresentadora, ilustrações, humor, explicações e link nos ícones (veja a versão original no site do projeto para clicar nos ícones). Cada ícone é um capítulo. Por que não explorar este modelo nos sites noticiosos? Chama-se “A História das Coisas“. Trata-se de uma produção que expõe as conexões entre questões ambientais e sociais. Naturalmente, pensem também sobre o conteúdo. Abaixo, a versão com legenda em Português. A não perder. (DB)