STARTUPS DE JORNALISMO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES DE INOVAÇÃO

Artigo publicado na Contemporanea – Revista de Comunicação e Cultura –  Dossiê Temático Inovação no Jornalismo: escopo e percursos, editado por Marcos Palacios e Suzana Barbosa (POSCOM/UFBA). v. 15, n. 1 (2017).

RESUMO

Muitas vezes confundido com “jornalismo empreendedor” ou “jornalismo freelance”, o chamado “jornalismo de startup” transporta em seu próprio nome contornos ainda pouco explorados na literatura científica. A proposta desse artigo é mapear as diferenças, semelhanças e particularidades desses enunciados, buscando refletir sobre como é apresentada a ideia de inovação em cada um deles. Ao final, traz pistas de investigação para posteriores estudos sobre startups jornalísticas e transformações inovadoras no mercado da comunicação.

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Perguntas incômodas para quem trabalha com jornalismo digital (Visibilidade e consumo da informação nas redes sociais, 2016)

BERTOCCHI, Daniela. Perguntas incômodas para quem trabalha com jornalismo digital. In: Elizabeth Saad Correa. (Org.). Visibilidade e consumo da informação nas redes sociais. 1ed.Porto: Media XXI – Publishing, Research and Consulting, 2016, v. 1, p. 159-178.

Possibilidades narrativas em dispositivos móveis (Covilhã, 2014)

Bertocchi, Daniela; Camargo, Isadora Ortiz; Silveira, Stefanie C. Possibilidades narrativas em dispositivos móveis. Congresso Internacional Jornalismo e Dispositivos Móveis. Universidade Beira Interior. Portugal. 2 e 3 de Dezembro de 2014.

Resumo:

O formato da narrativa jornalística ganha substância na interface gráfica. O design da interface é o lugar onde o formato narrativo ganha vida aos olhos de quem o acessa e com ele interage, construindo uma experiência narrativa (BERTOCCHI, 2013). Refletir sobre o formato de uma narrativa é refletir sobre a arquitetura que os usuários irão vivenciar, considerando telas em diversos tamanhos e algoritmos que ordenam visualizações de dados, inclusive em interação com outros sistemas. Para analisar formatos no jornalismo digital móvel, é preciso trazer à análise a questão da arquitetura de informação da interface. Tal como defendida por Resmini & Rosati (2011), a arquitetura de informação pervasiva pode ser analisada a partir de cinco elementos-chave. Aqui, nos interessa o aprofundamento em três: [1] Resiliência (capacidade de adaptar-se às necessidades do usuário); [2] Redução (capacidade de reduzir o estresse associado ao gerenciamento de muita informação); e [3] Correlação (capacidade de sugerir relevantes correlações entre peças de informação). Tomando-os como método, neste trabalho, além da discussão teórica, observaremos dois exemplos. O primeiro é um aplicativo do jornal The New York Times para smartphones, o NYT Now, que entrega ao leitor informações curadas por profissionais editores. O segundo é o aplicativo agregador de notícias, Flipboard, onde a curadoria é feita por algoritmos e publicadores robôs. Com esse recorte, queremos apresentar uma observação de soluções de arquitetura de informação para dispositivos móveis organizadas com mecanismos distintos, humano e máquina.

O jornalismo e os clichês da profissão

#quemnunca O jovem jornalista, recém saído da faculdade, começa a trabalhar na Redação. Passam-se uns dois ou três anos e diz: “Tudo o que aprendi sobre jornalismo foi na prática da Redação. A Redação para mim foi uma escola. Não aprendi *nada* na faculdade!”. (Coitado de seus professores, que tanto se esmeraram para debater em sala de aula as nobres questões sobre o jornalismo). Bem, mas lá pelos trinta anos (ou até menos), aquele mesmo jovem jornalista, agora um pouco mais maduro, começa a repensar seu contexto de trabalho e a reverberar por aí: “A Redação nos emburrece. Só trabalho com as mãos, não reflito mais. Meu trabalho é mecânico. Todo dia a mesma coisa, os mesmos processos. Está tudo errado. Preciso voltar à universidade. Preciso voltar a estudar. Quero fazer uma pós”. Pois é. São os clichês da profissão. Talvez de todas, né?