O fluxo de trabalho jornalístico em O GLOBO

O Globo / Leo Martins
O Globo / Leo Martins

O jornal O GLOBO relata aqui que adotou um modo diferente de produzir conteúdo. O novo modelo de funcionamento chama-se edição contínua e a mim me parece um workflow bem próximo ao que chamaríamos de um processo pós-industrial de produção de notícias, ou seja, um processo incremental (escrevi sobre o jornalismo pós-industrial na introdução da minha tese de doutorado, caso alguém tenha interesse em saber mais).

Vale o registro :

— Os editores começam a dar expediente às 7h da manhã, com foco nos conteúdos online e também um mapeamento dos assuntos que, durante o dia, têm potencial para atrair o leitor das outras plataformas (antes, os editores chegavam à redação no começo da tarde e seu foco era a edição impressa).

— O trabalho diário é organizado a partir de três reuniões:  às 8h, um encontro com enfoque nas plataformas digitais (aqui, os editores definem os temas do dia e as apostas da web, decidem as atualizações de manhã e como elas serão distribuídas em suas equipes); ao meio-dia,  os editores analisam o andamento da produção e os temas principais da edição impressa; e às 16h é quando o jornal de papel começa a ganha uma cara: os editores propõem quais são os destaques de suas áreas e os editores-executivos elaboram a primeira página, a partir de mais uma reunião. É nela também que se define como será a homepage do site às 6h do dia seguinte.

 

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