10o. ISOJ/UTexas – Austin: modelos de conteúdo/negócio alternativos viabilizam o JOL. Parte II

Bem, se a saída à crise ou à transformação de todo o business informativo está nos modelos alternativos, vejam alguns apresentados no ISOJ.

nowpublicO primeiro deles é o informativo canadense NowPublic, baseado na lógica do crowdsourcing. O site publica informações de fontes alternativas – blogs, Twitter, Flickr, YouTube, oferecendo ferramentas e recursos editoriais para que tais informações sejam disponibilizadas de forma adequada aos preceitos e valores do jornalismo.

O crowdsourcing pode ser definido como um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias. O crowdsourcing comporta a noção de que o universo dos internautas pode fornecer informações mais exatas do que peritos individuais.

O modelo do NowPublic foi criado por três empreendedores/investidores que já operavam no mercado de tecnologia da informação e que perceberam o potencial do sistema – as informações são enviadas ao site e este também coleta conteúdo de fontes alternativas, fazendo com que o criador do conteúdo seja valorizado pelo trabalho realizado pela enxuta redação. Com isso, tem-se uma operação de baixo custo e, ao mesmo tempo, totalmente voltada à participaçõa dos usuários.

politicocomUm segundo modelo enfatiza o chamado jornalismo de nicho. O site Politico.com caracteriza-se como uma operação jornalística na web, com um complemento em versão impressa, voltada exclusivamente à cobertura de Washington, a Casa Branca, o Congresso e todas as informações paralelas que circulam no centro do poder.

O diferencial nesse caso é o estilo da cobertura, que resulta num conteúdo atraente par ao usuário. A idéia é buscar fontes alternativas de informação (não aos porta-vozes!), fazer os repórteres frequentarem locais  e eventos não-políticos, dar espaço aos lobistas, entre outras formas de geração atraente.

propublicaUm terceiro modelo está voltado para uma operação sustentada por uma Fundação privada, a Sandler Foundation, de um casal norte-americano mecenas, que acredita na necessidade de uma sociedade mais justa, democrática e informada. Com isso surgiu o ProPublica.org, uma redação sem fins lucrativos, que se propõe a uma cobertura investigativa independente, focada em assuntos de “força moral”, segundo definição de seus editores.

A idéia do site foi proposta pelo ex- jornalista do The Wall Street Journal, Paul Steiger que recebu apoio para tornar o jornalismo investigativo protagonista, uma vez que o mesmo tem sido pouco considerado pela mídia tradicional. A proposta de um modelo de mecenato baseia-se na idéia de que há necessidade de construir uma marca sólida, vinculada à independência de investigação, para posteriormente bbuscar um modelo comercial par ao site.

Além desse três modelos, foram discutidos no Simpósio o conhecido The Huffington Post, o San Diego News Network, o inDenver Times, o Spot.us e o The Batavian, todos baseados em algum modelo que correlaciona UGC, participação e baixo custo operacional.

Fica a pergunta que não que calar: como estamos no Brasil? temos modelos alternativos?

(Beth Saad)

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