Memória e informação: a arte de gerar, organizar, lembrar, salvar, recuperar, apagar… ou deixar pra lá.

O melhor e o pior do GMAIL: o espaço à vontade. Vamos ao meu caso em particular: chego ao cúmulo de 4 mil mensagens acumuladas ao longo de 3 anos. Fui apagando uma coisa aqui e outra ali neste período, mas como há o bendito do “espaço à vontade”, sempre houve aquela tendência para arquivar os emails. O próprio GMAIL insiste: “Você nunca mais vai precisar apagar uma mensagem“. Pergunto-me onde isso vai parar se por acaso eu nunca mais apagar nenhuma mensagem na vida. São mais de mil mensagens por ano. Mesmo com o sistema de busca, já está difícil encontrar “aquela mensagem” que sei que um dia recebi “daquela pessoa” da qual não me lembro muito bem o nome. Afora as mensagens que já nem nos lembramos que um dia recebemos e que estão perdidas algures. Está tudo na memória do sistema, mas não na minha. Mas sou eu, ser humano, com a minha memória meio falha, que necessito de recuperar a informação a partir desta memória digital. Curioso, pois ocorre algo muito semelhante com o jornalismo digital. Existe uma dificuldade tremenda em recuperar aquela notícia, que sabemos que um dia foi publicada por aquele veículo de comunicação etc… Alguém aí partilha comigo este sentimento?

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8 thoughts on “Memória e informação: a arte de gerar, organizar, lembrar, salvar, recuperar, apagar… ou deixar pra lá.

  1. Absolutamente!
    Ou porque deixamos de nos lembrar ao certo de aspectos que identifiquem a notícia, ou porque o OCS já não a disponibiliza (por questões de… espaço).

  2. Dani, acho que este espaço sem fim me obrigou a ser mais organizada e paciente, para nunca deixar de usar labels, estrelas e todos os outros recursos que sejam pistas para a nossa memória.

    Outros dois assuntos referentes a essa colocação apareceram hoje, coincidentemente:

    *
    El correo gratuito de Yahoo! ha comenzado ya a ampliar su
    capacidad de almacenaje para hacerla ilimitada, en un proceso que “se completará en los próximos meses”.
    Yahoo! Mail, que actualmente tiene 1GB de capacidad, ofrecía en sus inicios, hace ya 10 años, una capacidad de 6 MB que fue incrementando sucesivamente hasta los 100 y los 250 MB.
    El servicio Yahoo! Mail, cuenta con 250 millones de usuarios,
    frente a los 236 millones de Hotmail y los 60 millones de Gmail, según datos de Comscor.

    **
    Uma nova funcionalidade do Google, que só aparece quando vc está logado. Na busca, ao lado de “em cache” e “páginas semelhantes”, aparece um link “anotar isso”.

    Bjs
    Ana

  3. Me identifico completamente, Daniela. Tanto que comecei a tomar algumas medidas pra organizar minha tendência ao caos. No caso do Gmail, as estrelas e labels ajudam bastante. Deleto tudo que não me interessa guardar – isso vale também pra papelada física -, tendo em mente que, quando precisar de uma informação, posso recuperá-la com razoável facilidade na internet. Pelo menos, mais facilmente que nas caixas de arquivos mortos. Quanto aos labels ou tags, há outro problema: tenho tentado evitar o número exagerado deles, que me levaria a um labirinto. Meu método pessoal é o seguinte: só crio novos rótulos quando o tema não se enquadra em nenhum já existente. E de vez em quando faço uma faxina: apago os rótulos que têm poucos itens. Abraço! Dauro

  4. 1. Um dos problemas é, ainda, a falta de convergência entre serviços na Web. Temos o e-mail em um lugar, os feeds em outro, os vídeos em outro, as fotos em outro, nossos PDFs não tem onde serem guardados com tranquilidade – a menos que paguemos um host. Um serviço que desse conta de tudo de forma rápida, simples, sem firula (com personalização do próprio usuário), já facilitaria a organização, penso.

    2. Restringir as tags, como diz o Dauro, é interessante. Uma coisa que pega, porém, é que, quanto mais tags relevantes, mais chances do seu texto, da sua postagem, do seu “arquivo”, ser encontrado na Web. Se ser encontrado é sua finalidade, infelizmente isto deve ser levado em conta. Se não for, meia dúzia de boas tags ajudam sua vida. (No blog, eu restrinjo as tags, o que é Jornalismo, é Jornalismo e só. No Flickr, eu amplio: para uma foto de reportagem eu ponho “reportagem fotográfica”, “fotorreportagem”, “fotojornalismo”, etc. – são finalidades diferentes. E no Flickr me organizado por pastas e coleções, não por tags; elas servem apenas para eu ser “mais” encontrado lá).

    3. Gerenciar um banco de dados – como livros em uma grande biblioteca, jornais num arquivo de um períodico – é um trabalho que toma muito tempo, exige bastante disciplina e um método eficiente. Sem nada disso, nós queremos, em 30 segundos, guardar algo que encontramos de forma organizada. Parece impossível. Ou seja, caso não queiramos padecer em meio a uma tonelada de informação desencontrada, temos de começar a dedicar tempo a filtrar essa tonelada. (Quem sabe o W3C elabore, futuramente, algum manual para isso, já que estão falando tanto de Web Semântica…).

    Emendando tudo isto, meu Del.icio.us tá uma bagunça danada. Vou registrando favoritos lá através do Firefox e não dou conta de organizar. Talvez estejamos meio que condenados a vivermos assim, como querer encontrar um apontador de lápis que sabemos que está em algum lugar, alguma gaveta por aqui, mas só encontramos meses depois, quando já não o procuramos mais…

    Abraço Daniela, até mais

  5. Daniela: coincido con tu post. Ayer publiqué en mi blog sobre la propuesta del Dr. Mayer-Schonberger, quien dice que las computadoras deberían aprender a olvidar como hacemos los humanos, porque si todo lo que decimos y hacemos en internet queda registrado, corremos el riesgo de que la gente poco a poco vaya disminuyendo su libertad de expresion, por temor a investigaciones o pesquisas.
    Se puede ver en la Red la informacion sobre la propuesta de Mayer-Schonberger en un articulo publicado por Nate Anderson en el sitio de Ars Technica, o directamente la propuesta del Dr. Mayer-Sconberger publicada por Universidad de Harvard en formato PDF
    Cordiales saludos.

    Alejandro Tortolini.
    Blog Kybernetes.

  6. Caríssimos,
    Muito obrigada pelos feedbacks todos.
    Conforta-me saber que há saídas, há pistas para organizar este caos todo, há gente pensando seriamente no assunto.
    Mas vejo que é preciso, entretanto, saber esquecer. Apagar, deletar, deitar fora.
    Achei a idéia da tese do pesquisador Mayer-Sconberger fantástica!
    Abraço coletivo.

  7. Poluição informacional?

    Seria um bom termo pq informação demais, se não disponível para uso, é só entulho.

    Boa sorte com a sua organização!

    Gabriela

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