A televisão na era digital, palestra de Pérez-Tornero

Que televisão queremos nós? Esta foi a pergunta colocada pelo professor José Manuel Pérez-Tornero ao auditório de estudantes de Comunicação Social da Universidade do Minho, em Portugal, na última quinta (12).

Pérez-Tornero é catedrático do Departamento de Jornalismo e Ciências da Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e veio a Portugal para falar da dimensão educativa da televisão na era digital, num evento realizado a propósito da comemoração dos 50 anos de vida da RTP, operador público de televisão português.

À pergunta, ele próprio respondeu:

“Devemos querer uma televisão mais inteligente, uma televisão que eduque e, sobretudo, uma televisão que promova a cidadania participativa e ativa. A televisão digital interativa pode ser uma grande oportunidade para conseguirmos isso.”

Mais um eco de sua intervenção:

“A televisão tradicional funciona sob o paradigma da comunicação de massa. A televisão digital, sob o paradigma da comunicação reticular. A diferença é que este último liberta a passividade do telespectador. Mas ambos pretendem ser massivos. O que ocorre é que cada vez se assiste mais à TV tradicional, porém cada canal é visto por menos gente. A histeria é total.”

Concordo com o pensamento (otimista? sim!) do professor espanhol e sobretudo concordo com a questão da”histeria total”. Mas após ouvi-lo, me pergunto: quem é que faz parte mesmo deste “nós”? Há interesses tão múltiplos… não? Quem decide que TV teremos no futuro?

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One thought on “A televisão na era digital, palestra de Pérez-Tornero

  1. Convido vc a ler a entrevista bombástica do ex-repórter da TV Globo, Rodrigo Vianna: demitido após se recusar a assinar um abaixo-assinado defendendo a cobertura eleitoral da emissora, fala com exclusividade ao Fazendo Media e ao blog “Desabafo País” confirma que, de fato, existe interferência política no Jornal Nacional. No final do ano passado, Rodrigo denunciou as distorções praticadas pela TV Globo para prejudicar a campanha de Lula e favorecer Geraldo Alckmin. Mas não aconteceu apenas durante as últimas eleições. Nesta entrevista, Rodrigo conta dois outros episódios em que foi vítima de censura e se pergunta: “Será que a Rede Globo fez uma opção parecida com a da Igreja Católica de Ratzinger: ficar mais coesa, mas também menor e mais reacionária?” Acesse o DESABAFO PAÍS: http://desabafopais.blogspot.com Um abraço, Daniel Pearl.

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