30% das rádios portuguesas estão fora da Internet

É com algum atraso – mas não muito – que repercuto aqui a pesquisa de mestrado do amigo Pedro Portela, professor da Universidade do Minho. Pedro finalizou em dezembro último o estudo intitulado “Rádio na Internet em Portugal: a abertura à participação num meio em mudança“, sob orientação do professor Manuel Pinto.

A pesquisa revelou que 30% das 318 estações de rádio portuguesas não têm sistema de retransmissão da emissão hertziana em site próprio da Internet. São 31 rádios sem qualquer presença na Internet; 6 que limitam-se a ter um site (não retransmitem a emissão) e 61 a apresentar um sistema de retransmissão em “streaming” (não têm site próprio).

O pesquisador constatou que poucas rádios estimulam a interação com os ouvintes: apenas 3,4 % das rádios na rede.

Em entrevista ao jornal Público, Portela afirmou que a falta de iniciativas relativas à cidadania deve-se mais ao “falhanço da esfera pública mediática” do que à impossibilidade técnico-financeira de as implementar, dado que há software gratuito na Internet para instalação de sistemas de sondagens, newsletters, fóruns, chats, RSS, podcasting e blogs.

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Ainda sobre a realidade portuguesa, sugiro ler aqui no Público a informação de que embora os portais e motores de busca tenham sido os sites com mais visitantes únicos entre Janeiro e Novembro de 2006 em Portugal, foi em páginas de serviços e de telecomunicações que os utilizadores domésticos navegaram mais horas.

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