Londres: da tragédia real à repercussão virtual


A primeira notícia, li ainda em casa naquele procedimento matutino já incorporado: acorda, estende a mão até o computador ao passar na porta do escritório e já liga para verificar e-mails e primeiras novidades. Dois mortos e dezenas de feridos no metrô londrino.
A breve nota do Yahoo ainda não dava conta da extensão da tragédia.
Depois a informação mais completa: quatro atentados em pontos distintos da redede transporte da capital londrina: dentro do túnel do metrô, em um ônibus e em dois trens. “O ônibus abriu como uma lata de sardinha”, contou uma testemunha.
Ao longo do dia, a contabilidade macabra de mortos e feridos foi, a conta-gotas, ampliada.
Às 19 horas – horário de São Paulo -, o site da BBC anunciava 38 mortos e mais de 700 feridos, muitos em estado grave.
Os blogs estavam entre os primeiros a descrever a tragédia, com destaque para o do The Guardian, informa a Agência Estado.
Em apenas uma hora após o atentado, o tráfego de e-mail na cidade de Londres dobrou: de 500 mil mensagens para um milhão.
Segundo matéria do IDGNow:

Apesar do grande volume, provedores locais não notaram problemas na conexão à rede, segundo a empresa The London Internet Exchange (Linx) – que gerencia o funcionamento da internet na maior parte dos provedores locais.

Também, segundo o IDGNow, o site do metrô mudou seu formato para blog para agilizar seu noticiário. Avisa o site que, devido ao tráfego sobrecarregado, está fornecendo apenas as informações mais essenciais.
E, em menos de meia hora, o serviço de buscas do Technorati para blogs registrou 1,3 mil posts sobre os atentados. Além disso, os dez termos de busca mais procurados pelo Technorati referem-se aos acontecimentos em Londres.
Imagens da tragédia, do atendimento aos feridos e da movimentação dos londrinos podem ser acessadas no site Flickr.

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3 thoughts on “Londres: da tragédia real à repercussão virtual

  1. Agência Estado, 8 julho 2007:Blogs mostram força na cobertura do atentado http://www.estadao.com.br/internacional/noticias/2005/jul/07/216.htmSão Paulo – A internet mostrou-se mais forte neste dia 7 com a participação de centenas de blogueiros na “cobertura” dos atentados contra o sistema público de transporte de Londres. Desde os primeiros instantes pós explosões, como apontaram o site do jornal Guardian e a BBC de Londres, os blogs começaram a publicar imagens, notas, informações e comentários sobre os efeitos dos ataques na vida da cidade.(…)

  2. Na Folha de S. Pauloa desta sexta:TODA MÍDIANelson de SáDo cidadão Quando a BBC World entrou com a notícia, no começo da manhã no Brasil, anunciou “um incidente importante” que levou à suspensão de todo o metrô de Londres:- A causa não está clara, mas a polícia diz que pode ser um pico massivo de energia.Não demorou e a a explosão do ônibus, como o ataque à segunda torre em Nova York em 2001, confirmou que não era um “pico de energia”.A BBC World passou então a reproduzir a BBC1, o sinal da rede pública, assim como a CNN passou depois a reproduzir a ITN, o canal britânico. E logo a cobertura se mostrou diferente de tudo.Os canais de notícias BBC, CNN e Sky News, de Rupert Murdoch, depois de muitas imagens repetitivas, começaram a mostrar cenas de vídeo sem foco, entrecortadas.Na tela, a explicação “mobile phone image”. Eram cenas de curta duração captadas por celulares e enviadas pelos próprios usuários. Em uma delas se via, entre corpos pelo chão, o ônibus que explodiu.Na maior parte, eram imagens escuras do metrô, onde o ataque fez mais vítimas. Para além da TV, os celulares invadiram os moblogs, os blogs de telefones móveis, e depois os demais sites com fotos na mesma linha, do metrô.A principal delas, tirada perto da estação King’s Cross e reproduzida em toda parte, veio acompanhada de um comentário do londrino Adam Stacey, que cobria o rosto:- O trem parou e começou a ser tomado pela fumaça.Ele enviou a foto de lá mesmo para o moblog, ficou intoxicado, mas “passa bem”. Fora os canais de notícias e blogs, também os sites britânicos de imprensa se abriram ontem à colaboração.Além de destacar os blogs dos próprios repórteres, os sites de BBC, “Guardian” e “Times” -que, diz a agência Reuters, bateram recorde de audiência- solicitavam nas páginas iniciais que os internautas enviassem relatos e fotos.As descrições deles, editadas então sob títulos como “Suas histórias”, traziam declarações na linha “estavam chorando e gritando” e “horror diante dos ferimentos”.No final da tarde, horário do Brasil, o site do “Guardian” já adiantava os textos que sairiam na edição de hoje. Para registro, apesar de todo o esforço em Londres, veio do site alemão da “Der Spiegel” a identificação do comunicado, num site em árabe, assumindo a autoria do atentado. Além de britânicos como Harry’s Place e perfect.co.uk, também blogs brasileiros, como Blue Bus, seguiram o ataque em “live blogging”.Para Marcelo Tas, “a melhor cobertura” estava na blogosfera e portais. Para Tiago Dória, em sua página de mídia:- O que se percebeu é que a mídia foi mais aberta à participação, algo visto no tsunami, mas de forma tímida. É uma maneira que os meios encontraram para enriquecer a cobertura e praticar o jornalismo participativo ou cidadão, tão discutido atualmente na web e nos meios acadêmicos.Reprodução Foto de celular de Adam Stacey, tirada no metrô e postada num moblog, depois nos sites BBC, Sky, Wikinews, nos blogs brasileiros etc.Reprodução Vídeo de celular gravado logo após a explosão do ônibus, entre vários outros apresentados pelos canais BBC, Sky News e CNNReprodução Acima, 6h de Brasília, a BBC World anuncia “um incidente importante” no metrô, “que pode ter sido causado por pico de energia”; à esq., à tarde, site com carta que assumiu atentado

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