“Cabeças de Silício”

Vale conferir o artigo de Steven Johnson, publicado no Caderno Mais da Folha de S. Paulo, neste domingo, dia 13/02/05..
Em alguns aspectos, suas reflexões lembram parte das abordagens feitas por Janet Murray, autora do indispensável “Hamlet on the Holodeck – The Future of the Narrative in the Cyberspace
Johnson argumenta que houve muita expectativa quanto aos processadores de texto, mas “seu impacto foi menos revolucionário do que se poderia imaginar” relativamente às tradicionais máquinas de escrever. Como se o programa Word não passasse, no limite, de uma Remington mais rápida e com memória.

2005 talvez venha a ser o ano em que ferramentas para o pensamento se tornem uma realidade para as pessoas que ganham a vida manipulando palavras, graças ao lançamento de cerca de uma dúzia de novos programas com o objetivo de realizar, para as informações pessoais, aquilo que o Google realizou na internet. Os programas trabalham cada qual de maneira ligeiramente diferente, mas compartilham de duas propriedades notáveis: a capacidade de interpretar o significado de documentos em formato texto e a capacidade de filtrar milhares de documentos no tempo que levamos para beber um gole de café.
Unir esses dois elementos possibilita uma ferramenta que terá impacto tão significativo sobre a forma pela qual os escritores trabalham quanto os processadores de texto originais tiveram ao surgir.

Tais ferramentas permitiriam melhor desenvolver o pensamento lateral, ultrapassando associações meramente lineares dos processadores de texto tradicionais.
Será provavelmente necessário aguardar que esses novos programas tenham uma disseminação maior para que a ousadia das afirmações de Johnson – que informa já estar trabalhando com similares, como o Devonthink – possam vir a se confirmar.
Aparentemente, tais programas são um passo a frente. Mas seguindo a própria lógica de Johnson, seria necessário ponderar que sempre há o risco da expectativa inicial superestimada em relação aos processadores de texto possa vir a se repetir com essas novas ferramentas.
Íntegra do artigo disponível também na lista de discussão do Intermezzo.

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